30/01/2009

Dom Bosco, Apóstolo da Juventude.






São João Bosco, apóstolo da juventude


Figura ímpar nos anais da santidade no século XIX, D. Bosco foi escritor, pregador e fundador de duas congregações religiosas, tendo sobretudo exercido admirável apostolado junto à juventude, numa época de grandes transformações. Dotado de discernimento dos espíritos, do dom da profecia e dos milagres, era admirado pelos personagens mais conhecidos da Europa no seu tempo. Plinio Maria Solimeo
Nascido em Murialdo, aldeia de Castelnuovo de Asti, no Piemonte, aos dois anos de idade faleceu-lhe o pai, Francisco Bosco. Mas felizmente tinha ele como mãe Margarida Occhiena, que lembra a mulher forte do Antigo Testamento. Com sua piedade profunda, capacidade de trabalho e senso de organização, conseguiu manter a família, mesmo numa época tão difícil para a Europa como foi a do início do século XIX, dilacerada pelas cruentas guerras napoleônicas. João Bosco tinha um irmão, dois anos mais velho que ele, e um meio-irmão já entrando na adolescência.








Lar pobre e religioso; a mãe, exemplo de virtudes
A influência da mãe sobre o filho caçula foi altamente benéfica. “Parece que a paciência e a doce firmeza de Mamãe Margarida influenciaram São João Bosco, e que toda uma parte de sua amenidade, de seus métodos afáveis, deve ser atribuída aos modos de sua mãe, à sua maneira de ordenar e de prescrever, sem gritos nem tumulto. [...] Margarida terá sido uma dessas grandes educadoras natas, que impõem sua vontade à maneira de doce implacabilidade” [...]. “João Bosco é um entusiasta da Virgem. Mamãe Margarida lhe revelou, pelo seu exemplo, a bondade, a ternura, a solicitude de Mamãe Maria. As duas mães se confundem em seu coração. Dom Bosco será um dos grandes campeões de Maria, seu edificador, seu encarregado de negócios”.







Talentos naturais e discernimento dos espíritos
A Providência falava a ele, como a São José, em sonhos. Aos nove anos teve o primeiro sonho profético, no qual — sob a figura de um grupo de animais ferozes que, sob sua ação, vão se transformando em cordeiros e pastores — foi-lhe mostrada sua vocação de trabalhar com a juventude abandonada e fundar uma sociedade religiosa para dela cuidar. Extremamente dotado, tanto intelectual quanto fisicamente, era um líder nato. Por isso, "se bem que pequeno de estatura, tinha força e coragem para meter medo em companheiros de minha idade; de tal forma que, quando havia brigas, disputas, discussões de qualquer gênero, era eu o árbitro dos contendores, e todos aceitavam de bom grado a sentença que eu desse”2, dirá ele em sua autobiografia. Observador como era, aprendia os truques dos saltimbancos e prestidigitadores, de maneira a atrair seus companheiros para seus jogos e pregação, pois desde os sete anos foi um apóstolo entre eles. Possuía um vivo discernimento dos espíritos, como ele mesmo afirmou: "Ainda muito pequeno, já estudava o caráter de meus companheiros. Olhava-os na face e ordinariamente descobria os propósitos que tinham no coração”3. Essa preciosa qualidade depois o ajudaria muito no apostolado com a juventude. Órfão de pai, muito pobre para estudar para o sacerdócio como pretendia, e tendo sobretudo a incompreensão do meio-irmão, que o queria no campo, aos 12 anos a mãe lhe pôs sobre os ombros um bornal com alguns pertences e o enviou a procurar trabalho nas fazendas vizinhas. Assim o adolescente perambulou pela região, servindo de garçom num café, de aprendiz de alfaiate, de sapateiro, de marceneiro, de ferreiro, preceptor, tudo com um empenho exímio, que o levará depois a ensinar esses ofícios a seus "birichini"4 nas escolas profissionais que fundará.








Vivendo de confiança na ajuda sobrenatural
A vida de São João Bosco é um milagre constante. É humanamente inexplicável como ele conseguiu, sem dinheiro algum, construir escolas, duas igrejas — uma sendo a célebre Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora — prover de máquinas específicas suas escolas profissionais, nutrir e vestir mais de 500 rapazes numa época de carestia. Para Pio XI, "em D. Bosco o sobrenatural havia chegado a ser natural; o extraordinário, ordinário; e a legenda áurea dos séculos passados, realidade presente”8. Quando mais ele precisava e menos possibilidade tinha de obter dinheiro, aparecia algum doador anônimo para lhe dar a exata quantia necessitada. Mas ele empenhava-se também em promover rifas, leilões e tudo que pudesse render algum dinheiro para sua obra. Educador ímpar, e sobretudo eficaz diretor de consciências, vários de seus meninos morreram em odor de santidade, sendo o mais conhecido deles São Domingos Sávio. Dom Bosco escreveu-lhe a biografia e a de vários outros. Necessitando Dom Bosco de ajuda para seu apostolado incipiente, não teve dúvidas em ir pedi-la à sua mãe, já entrada na velhice e vivendo retirada junto ao outro filho e netos. Essa mulher forte pegou alguma roupa e objetos de que poderia necessitar, e, sem olhar para trás, seguiu seu filho a pé, nos 30 quilômetros que separavam sua vila de Turim. Tornou-se ela a mãe de tantos "birichini", aos quais alimentava, vestia e ainda dava sábios conselhos. Foi seguindo seu costume que seu filho instituiu as belas Boa Noite, ou palavras edificantes aos meninos antes de eles irem dormir.









Escrevendo a reis e imperadores
São João Bosco mantinha uma correspondência intensa, escrevendo para imperadores, reis, nobreza, dirigentes da nação, com uma liberdade que só os santos podem ter. Assim, transmitiu ao Imperador da Áustria um recado memorável de Nosso Senhor para que ele se unisse às potências católicas, a fim de se opor ao poderio crescente da Prússia protestante. Escreveu também à nossa Princesa Isabel, recomendando-lhe seus salesianos no Brasil. Ao rei do Piemonte, prestes a tomar medidas contra a Igreja, alertou-o da morte que reinaria no palácio, caso isso ocorresse. Como o soberano não voltou atrás, quatro membros da família real se sucederam no túmulo, em breve espaço de tempo. São João Bosco morreu em Turim a 31 de janeiro de 1888, sendo canonizado por Pio XI em 1934.




















Fonte:http://www.insasp.com.br/screen/dombosco.html



27/01/2009

Afetividade e Sexualidade

O que é castidade?

O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que ele é usado, antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade.
A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Cf. Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo (Cf. Catecismo da Igreja Católica - CIC §2345).
“E todo aquele que nele tem esta esperança, se torna puro como ele é puro” (1Jo 3,3). A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade do homem em seu ser corporal. Para se viver uma vida casta é necessária a aprendizagem do domínio de si; ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.
Santo Agostinho disse que: “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.” (Confissões, 10,29,40).
Para se viver segundo a castidade é preciso resistir às tentações por intermédio dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações, obedecer aos mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente freqüentando sempre a Confissão e a Comunhão, e viver uma vida de oração. Muito nos ajuda nisso a reza do santo Rosário de Nossa Senhora e a devoção e auxílio dos santos (cf. CIC §2340).
Santo Agostinho afirmou também que: “A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade” (Confissões, 10,29,40).
A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que faz depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana (cf. CIC §2341). O homem que vive entregue às paixões da carne, na verdade, vive de “cabeça para baixo”; sua escala de valores é invertida; torna-se fraco. Não é mais um homem; mas, uma caricatura de homem.
Infelizmente, a sociedade hoje ensina os jovens a darem vazão e satisfação a todos os baixos instintos; essa “educação” é uma forma de animalizar o ser humano, pois coloca os seus instintos acima de sua razão e de sua espiritualidade.
O domínio de si mesmo é fundamental para a pessoa ser capaz de se doar aos outros. A castidade torna aquele que a pratica apto para amar o próximo e ser uma testemunha do amor de Deus. Quem não luta para ter o domínio de si mesmo é um egoísta; não é capaz de amar. Por isso, a castidade é escola de caridade. A Igreja ensina que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” (CIC §2348).
Santo Ambrósio ensinava que: “As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência; isso significa viver a vida sexual apenas com o seu cônjuge. Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica (Vid. 23)” (CIC §2349).
Também os noivos são chamados a viver em castidade. A vida sexual só deve ser vivida após o casamento, pois só então o casal se pertence mutuamente, e para sempre, com um compromisso de vida assumido um com o outro para sempre.
“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade” (CIC §2350).

Fonte: (Artigo extraído do livro “A MORAL CATÓLICA”)

Afetividade


O que é amar?
O seu namoro só terá sentido se for um aprendizado


O namoro é um aprendizado do amor. Fomos criados para viver o amor. Sem ele o homem e a mulher não podem ser felizes. Mas, afinal, o que é amar?
O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há no ar uma 'caricatura' do amor. Se eu lhe der uma nota de cem reais falsa, você não aceitará, pois ela não vale nada, e você ainda poderia ser incriminado por causa dela. Se você construir uma casa usando cimento falsificado, cuidado por que ela poderá desabar sobre a sua cabeça. Se você levar para o casamento um amor falso, ele certamente desabará, pois o 'cimento' da união é o amor.
Para mostrar bem claro o que é amar, vamos iniciar mostrando o que não é amar. Amor não egoísmo; isto é, preferência por mim, mas pelo outro. Se você come uma fruta com gosto, não pode dizer que a ama. Se você treme de paixão diante de uma menina, e lhe diz : 'eu te amo', esteja certo de que você está mentindo, pois esta tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer. Isto não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Se você está encantada com a beleza dele e se desdobra em declarar o seu amor por ele, saiba que isto também não é ainda amor, pois amor não é pura emoção ou sentimento.
Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo, mas ao outro.
Quando você disser a alguém 'eu te amo', esteja certo de que você não quer a sua própria satisfação ou felicidade, mas a do outro. Cuidado com as 'caricaturas' do amor porque são falsas, e não podem fazer a felicidade do casal. Todo jovem tem sede de amar, mas muitas vezes o seu amor é mascarado e se apresenta falso e perigoso. Amar não é apoderar´se do outro para satisfazer-se; é o contrário, é dar-se ao outro para completá-lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça. Você corre o risco de, insatisfeito, querer apaixonadamente agarrar aquilo que lhe falta; e isto não é amar.
Assim o amor morre nas suas mãos. Você só começará a compreender o que é amar, quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá-lo só para si, para satisfazer-se. São precisos oito anos para formar um médico, dez anos para se defender uma tese de doutorado. Para amar de verdade, será preciso uma longa preparação, porque somos egoístas. Sabemos, que a pressa é inimiga da perfeição. Há um provérbio chinês que ensina que tudo aquilo que quisermos construir sem contar com o tempo, ele mesmo se incumbe de destruir. Se você pintar uma parede que ainda está molhada, vai perder o serviço e a tinta.
O amor é hoje uma palavra tão mal usada, tão gasta, que é preciso ser redefinida para ser autêntica. O maior engano que existe hoje sobre o amor, é que, na maioria das vezes, quando alguém fala que está amando, na verdade está amando a si mesmo. Isto não é amor; é egoísmo. Há muitas 'miragens' do amor. Se o seu coração bate acelerado diante de alguém que o atrai, isto é sensibilidade, não chame ainda de amor. Se você perdeu o controle e se entregou a ele, isto é fraqueza, não chame isto ainda de amor. Se você está encantada com a cultura dele, fascinada pela sua bela carreira, e já não consegue mais ficar sem a conversa dele, isto é admiração, ainda não é amor.
Amar é uma decisão. E a decisão não é tomada apenas com o coração, empurrado pela sensibilidade. A decisão é tomada com a razão. Amar não é um ato intuitivo, mecânico, é uma decisão livre e consciente. É um ato da vontade, do querer. Para amar é preciso aceitar 'perder-se', esquecer-se, não voltar a si mesmo. É claro que a sensibilidade ajuda você sair de si mesmo, mas ela não é suficiente para levá-lo a amar. A admiração pelo outro, a afeição, empurram você para ele, mas isto ainda não é amor. Lembre-se, o amor é como uma via de mão única, que sai de você e vai até o outro.
É fácil viver as caricaturas do amor, mas o autêntico amor é exigente. A autenticidade do amor se verifica pela cruz. Todo amor verdadeiro traz o sinal do sacrifício. E é através desse sinal que você identifica o verdadeiro amor e o falso. Não há amor sem renúncia. Depois que o pecado entrou em nossa história, amar tornou-se uma 'imolação a si mesmo', uma verdadeira crucificação própria. Mas os seus frutos são doces.
Quando se planta amor, se colhe amor, ensinava São João da Cruz. Muitas vezes você pode ter reclamado de que não recebeu amor, mas será que você semeou amor ali naquele lugar? Se você amar gratuitamente, receberá tudo de volta. Se nos apegarmos ciosamente a nós mesmos e às criaturas, acabaremos perdendo tudo.
Para que o seu namoro seja rico é preciso basear-se neste amor que é doação de si mesmo para construir o outro. Se não houver amor, não haverá crescimento mútuo, e será tempo perdido. O seu namoro só terá sentido se for um aprendizado do autêntico amor. O amor tem muitas faces: a compreensão, a aceitação do outro, o perdão, a busca da verdade, a paciência, a sinceridade, a fidelidade, a bondade, o perdão, e tudo que faz o outro crescer.

25/01/2009

Afetividade


O que é namorar?

É no encontro com o outro que a pessoa se realiza.

O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna-se ocasião para muitos desvirtuamentos em termos de namoro. Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens; por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, etc. Se por um lado esta liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e precipite a vida sexual.
Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nesta fase. O namoro, como já mostramos, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, é o tempo de crescimento a dois. Tudo isto será vivido através de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores, e assim, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento. O namoro é acima de tudo o encontro de duas pessoas, capazes de pensar, refletir, cantar, sonhar, sorrir e chorar.
O mar é belo e imenso, mas não sabe disso; a terra é bela e rica, mas não sabe disso; o pássaro é belo e não sabe disso. Você é bela, inteligente, livre, dotada de vontade e de consciência; e você sabe disso. Você não é um objeto; é uma pessoa, um ser espiritual e psíquico. O namoro implica no reconhecimento da "pessoa" do outro, a sua aceitação e a comunicação com ela. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um "mistério" ; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a idéia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho; a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido, a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido.
Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é "uma palavra de Deus que não se repete". Não fomos feitos numa fôrma. No namoro você terá que respeitar essa "individualidade" do outro, para não sufocá-lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.
É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir-se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar-se adulto; porque já não olha só para si mesmo.
O namoro é esse tempo bonito de inter-comunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. "Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas", disse o Pequeno Príncipe. Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser.
O namoro é o tempo da "descoberta", do outro. E isso se faz pelo diálogo, que é o alimento do amor. Há muitos desencontros porque falta o diálogo. Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajudam-se mutuamente a corrigir as suas falhas, vencem as dificuldades, cultivam o amor, se aperfeiçoam e se unem cada vez mais. Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Sem diálogo o casal não cresce, e o namoro não evolui, porque cada um fica trancado e isolado com os seus próprios problemas.
Sem ele o casal pode cair na "crise do silêncio", ou apenas trocar palavras vazias, ou ainda, o que é pior, discutir e brigar. Por falta do diálogo, muitas vezes, cada um leva a "sua" vida e ignora o outro; ora, isto não é vida a dois, nem preparação para o casamento.
Enquanto você estiver dominado pela vontade de falar de si mesmo, é porque ainda não está apto a acolher o outro. Entretanto, não arranque o outro do seu silêncio à força; respeito-o, e aos poucos, ajude-o a falar. Não devasse a sua intimidade. Você está vendo que o namoro é como uma escola, um educandário do amor; por isso é belo e rico. Vá interrogando-o com suavidade sobre a sua vida, as suas preocupações, o seu passado, a sua família, a escola, etc. ... Deixe-o dizer tudo o que ele quiser, e não fique com aquele olhar distante, longe, nas nuvens... O diálogo exige gratuidade.
Se você estiver nervoso, preocupado, irritado e de mau humor, então, pegue tudo isto e entregue a Deus, na fé, para estar disponível. O mau humor, a lamúria, a constante reclamação, são venenos mortais para o diálogo e o relacionamento. Sorria, ainda que o seu coração esteja chorando, por amor; isto não é fingimento. Saiba caminhar em direção ao outro, estenda-lhe a mão para ajudá-lo a entrar em você. Se ele vier a você cheio de problemas e angústias, não tenha pressa em querer dar-lhe a solução mágica para as suas dores. Não, apenas deixe que ele se esvazie; deixe-o falar; só depois, quando ele tiver "posto tudo para fora", só então, você lhe dirá uma palavra amiga, e de conforto.
Não será o namoro uma bela oportunidade também para isso? Se você quiser que o seu namorado abra-lhe a alma, e se revele do fundo do seu ser, então saiba ser receptiva, silenciosa, discreta...Então você ouvirá muitas confidências, e ele irá embora aliviado e crescido. A experiência tem me mostrado que a maioria das pessoas que nos procuram para resolver os seus problemas, mais do que conselhos, querem desabafar uma angústia que está no coração. E quando você se dispõe a ouvi-las com atenção e carinho, elas vão se acalmando e encontrando o remédio que precisam, sem que às vezes a gente não diga nada. É a necessidade da alma humana de desabafar.
A verdade é objetiva. Não podemos nos perder em raciocínios vazios e devaneios subjetivos que nos afastam da verdade subjetiva e da responsabilidade. Namorar é isto
Na medida que o tempo for passando, o diálogo for amadurecendo, e o namoro for se firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, etc.
Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projeto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão, refletir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade. É assim que nasce um lar.
Fonte: Livro o Namoro : Felipe Aquino

RETIRO DE CARNAVAL 2009


21/01/2009

Afetividade

Vamos começar falar de afetividade.. Mas vamos ver sobre Cura Interior..

“Oferece o perdão, recebe a paz” (João Paulo II).
Como saber se eu preciso de cura interior? Onde preciso de cura interior? Se o médico é cuidadoso em fazer um diagnóstico do seu paciente, muito mais nós precisamos ter cuidado com o diagnóstico das nossas emoções e as das pessoas. A cura interior é importante e necessária: precisamos ser curados! Deus quer nos curar plenamente.
Por meio da cura somos restaurados em nossa personalidade. A cura interior é a chave para a cura plena da pessoa. Cada dia é um dia de surpresas que o Senhor nos reserva para colher Dele mesmo o caminho de cura que necessitamos trilhar. Podemos confiar e nos abrir sem medo à ação do Espírito Santo, Ele trabalha para o nosso bem, nosso crescimento e nossa cura. Todos nós temos uma história de vida. Essa história é a chave para nos conhecermos melhor e trilharmos um caminho, tanto de cura como de crescimento.
Muitas pessoas acreditam que precisam buscar somente a cura, porém, também se faz necessário preparar o coração para trihar o caminho de crescimento. Daí a necessidade de olharmos para a nossa história e verificar nosso caminho para cura interior. Precisamos trilhar um caminho de reconciliação com a nossa história. Não precisamos ter medo de olhar para ela. Deus quer caminhar conosco por essa mesma história para curar. Para que a libertação aconteça, é necessário existir o perdão e a reconciliação, porque “quantos sofrimentos fazem padecer a humanidade por não saber reconciliar-se, e quantos atrasos por não saber perdoar!
Uma verdadeira paz torna-se possível somente com o perdão” (João Paulo II). É necessário nos reconciliarmos com Deus, com o outro, conosco, com a nossa história... A Paz é fruto de um coração que se abre ao perdão e à reconciliação.
Ser homens e mulheres de paz é sinal de homens e mulheres curados, libertos pelo poder do Espírito. Seremos portadores e semeadores da paz se tivermos a paz no coração. Deus nos convida, mais do que nunca, a sermos homens e mulheres conduzidos pelo Espírito Santo: “Que prevaleçam os caminhos da justiça e da paz!” (João Paulo II).
Vamos caminhar na ótica do perdão, da reconciliação com Deus, com o outro, com a nossa história, da sadia convivência, dos passos para a verdadeira cura interior, da libertação, da total conformidade com a vontade de Deus.
Eu preciso de cura interior?
Passos práticos para responder ao questionamento do nosso interior. Eu preciso de cura interior? Onde eu preciso de cura interior?
Primeiro passo: Saber o que está acontecendo com você. Isso se chama observação! Olhar os sintomas e anotar. Observar tudo: sintomas físicos, doenças que você traz e que se passam com você.
Tomar nota de tudo o que acontece com o seu corpo.
Fazer muitas perguntas a si mesmo, anotar cada detalhe, enfim, tomar nota dos sintomas físicos; é preciso fazer isso bem feito. Depois anotar todos sintomas emocionais, eles são o espelho do que você vive interiormente (exemplo: quando você está sozinho, o que você sente?). Ficar atento aos sentimentos. E ainda: tomar nota das atitudes de vida, elas são reflexo do que você vive interiormente. Como você se comporta? (exemplo: dizer uma mentira é sintoma de um problema muito mais profundo). Não podemos rezar somente pelos sintomas, pois assim a cura não acontece.
Segundo passo: Descobrir a doença, dar nome ao seu diagnóstico. Orar pela cura profunda. Quais são os problemas emocionais profundos? O padre Rufus, quando esteve aqui na Canção Nova, ensinou que são quatro as feridas profundas que nos atingem:
1) Rejeição: Como ela vem? Quando não me sinto amado e querido pelas pessoas que me são importantes e próximas. Não que elas não me amem, eu sinto assim. (Sentimentos que podem existir: raiva, amargura, tristeza, ódio, inveja dos amigos, suspeita, falta de confiança nas pessoas). É a mais importante ferida emocional. A grande dor que Jesus sentiu foi a da rejeição.
2) Sentimento de culpa: Ele acontece quando se é criado em uma família muito religiosa, em que alguns conceitos são passados de maneiras errada (Exemplo: "Papai do céu vai te castigar"; Papai do céu está vendo tudo que você está fazendo de errado”). A culpa saudável nos leva à conversão; a culpa errada nos leva a ter medo de Deus, medo do castigo eterno e a fazer coisas com medo de Deus.
3) Sentimento de inferioridade: Quando a criança nasce, ela está cheia de sentimentos de superioridade, todos olham para ela, torna-se o centro das atenções; porém quando a criança cresce, as pessoas se cansam dela, ela deixa de ser o centro. Talvez até escute dos pais expressões como: “Você é ruim”, “Você é mau (má)...”, formando uma imagem pobre de si mesma, vinda de palavras negativas que chegam a ela. Nasce com isso o sentimento de autopiedade, o ódio de si mesma e depois a autodestruição, chegando, muitas vezes, ao suicídio.
4) Medos: Não são os medos pequenos, são os que paralisam a pessoa fechando-a em si mesma, como medo da morte, medo de ficar sozinha, medo do diabo, medo da morte, entre outros.
Terceiro passo: É o mais importante. É preciso encontrar as causas profundas que o levam a ter esses problemas emocionais, buscar as fontes dos problemas das pessoas. Como está escrito no início, não basta rezar pelos sintomas, é preciso rezar pelas causas.
Atitude prática: Orar ao Espírito Santo e refletir sobre sua vida passada. A adoração ao Santíssimo Sacramento é fonte de cura e libertação. Fale para Jesus concretamente o que aconteceu com você. Se você tem facilidade, escreva e leia para Jesus. Ele nos lava e purifica de tudo o que foi deformando a imagem de Deus em nós. O que você pode ecrever?
- Seu nome (Muitas vezes as causas dos seus problemas estão relacionadas com seu nome);
- Seu sexo (Muitas vezes o problema está relacionado ao seu sexo)
- Idade (dia do aniversário, ano de nascimento);
- Ocupação (quais os cursos que você fez e faz agora);
- Coisas da sua família (seus pais, seu relacionamentos com eles, seus irmãos, onde você está na sua família , se teve alguma morte, sua situação financeira, sua história, sua raça, tudo o que você achar importante);
- Seus ancestrais (alguém que precisa de oração, os pecados que você conhece dos seus antepassados; é importante saber se há algum problema na sua árvore genealógica);
- O que você fez de errado? (para Deus, para si mesmo, para os outros) – isto é matéria de confissão. O Sacramento da Reconciliação é fonte de cura e libertação;
- O que fizeram de errado para você? (causa de aconselhamento, buscar ajuda, alguém que possa rezar pela sua cura interior)
Esse é um caminho que você pode trilhar. O monsenhor Jonas nos diz que “a restauração da pessoa começa pelo positivo. Daquilo que ela é. É a partir daquilo que Deus a fez. É a partir das qualidades, a partir das riquezas de seu ser... Tomá-las, assumi-las, e colocá-las em ação. É isso que a faz é crescer”.

Oração de Cura Interior

Meu Senhor e meu Deus, cura-me com teu Espírito minha mente e meu corpo de todo o mal que o inimigo plantou em meu ser. Lave-me com o teu sangue precioso derramado na cruz de toda mancha que o inimigo colocou em meu ser. Que seu santo Espírito cure meu consciente, subconsciente e inconsciente de todas as experiencias negativas que machucam o meu ser, que teu sangue precioso lava-me tudo aquilo que não vem de ti ó Senhor. E que hoje serei um(a) homem(mulher) novo(a) e vencedor em Ti que morreste na cruz para me salvar de todos os meus pecados, e nada mais vai me pertubar,atormentar ou me amedontrar dentro do meu ser pois lembrarei sempre de sua promessa : "Vinde a mim o fracos e oprimidos e eu vos aliviarei" e nunca mais em nome de Nosso Senhor sentimentos negativos, e que daqui para frente meu coração só será cheio da alegria que vem do Senhor. Amém.

15/01/2009

Como distinguir a vontade de Deus na minha?

"O Senhor nunca nos pede algo que não podemos realizar com Sua graça."
Corresponder aos desígnios de Deus é sempre um desejo do coração daqueles que, de alguma forma, já experimentaram Seu amor. É por isso que frequentemente ouvimos alguém dizer: “Eu gostaria de saber qual é a vontade de Deus para minha vida”.
Estes dias um jovem abriu o coração comigo, falando de seus sonhos, medos, lutas e conquistas. Ele parecia não estar satisfeito, nem demonstrava entusiasmo diante das últimas realizações. Havia uma sombra de tristeza e apreensão em seu olhar, o que me levou a lhe perguntar: “O que está lhe faltando agora?” Ele prontamente respondeu: “Eu quero distinguir a vontade de Deus da minha”. Por providência, eu tinha acabado de ler alguns escritos de Chiara Lubich falando sobre isso, então, transmiti-lhe algumas palavras de incentivo. Depois continuei pensando no assunto.
Sei que aquele jovem não é uma exceção. Na verdade, descobrir a vontade de Deus é um anseio comum entre nós. Pois sabemos que estar na vontade de Deus é caminho certo para a felicidade, e ser feliz é tudo que o ser humano mais almeja neste mundo.
Chiara Lubich, fundadora dos focolares, afirma que não é difícil saber qual é a vontade de Deus e nos indica o caminho:
“É preciso ouvirmos bem dentro de nós uma voz delicada, que muitas vezes sufocamos, e que se torna quase imperceptível. Mas, se a ouvirmos bem: é a voz de Deus. Ela diz-nos que aquele é o momento de ir estudar, ou de ajudar quem tem necessidade, ou de trabalhar, ou de vencer uma tentação, ou de cumprir um dever de cristão ou de cidadão. Convida-nos a dar atenção a alguém que nos fala em nome de Deus, ou a enfrentar com coragem situações difíceis. Temos que a ouvir. Não façamos calar essa voz, ela é o tesouro mais precioso que possuímos. Sigamo-la!”
Depois dessa descoberta, temos uma segunda etapa que também é muito importante: Ter a coragem de assumir a vontade de Deus fazendo dela o nosso projeto de vida! A condição para isso é dar os passos exigidos a cada instante. Por vezes, são coisas bem simples no início, e ao longo da caminhada surgem exigências maiores, que aliás são sempre possíveis de realizar. Deus nunca nos pede algo que não podemos realizar com Sua graça.
Segundo Chiara, a vida nos oferece duas direções: fazer a nossa vontade ou fazer a vontade de Deus. A primeira opção, que logo vai ser decepcionante, é como escalar a montanha da vida só com as nossas ideias limitadas, com os poucos meios que temos, com os nossos pobres sonhos, contando só com as nossas forças. A partir daí, mais tarde ou mais cedo, vai chegar a experiência da rotina de uma existência cheia de tédio, de mediocridade, de pessimismo e, às vezes, até de desespero. Uma vida monótona, apesar do nosso esforço por torná-la interessante, que nunca chegará a satisfazer o nosso íntimo mais profundo. A segunda possibilidade é quando também nós repetimos com Jesus: «Não se faça a minha vontade, mas a Tua» (Lc 22, 42).
Para compreendermos isso melhor, podemos comparar Deus a um sol. Deste sol partem muitos raios que se projetam sobre cada um de nós. E esses raios representam a vontade de Deus. Durante a vida, somos chamados a caminhar em direção a esse “sol”, seguindo a luz do raio, que nos é próprio, diferente e distinto de todos os outros. E podemos realizar o projeto maravilhoso, pessoal, que Deus tem para cada um de nós: a vontade d'Ele. Se assim o fizermos, vamos nos sentir envolvidos numa divina aventura, nunca antes imaginada.
Seremos, ao mesmo tempo, atores e espectadores de coisas grandiosas que Deus realizará em nós e, através de nós, na humanidade. Tudo o que vier a acontecer-nos, como os sofrimentos e as alegrias, graças e desgraças, fatos importantes ou insignificantes, tudo vai adquirir um significado novo, porque nos é oferecido pela mão de Deus, que é Amor. Tudo o que Ele quer, ou permite, é para o nosso bem. Se acreditamos nisso apenas com a fé, veremos depois, com os olhos da alma, que existe um fio de ouro a ligar acontecimentos e coisas, a compor um magnífico bordado: é o projeto de Deus para cada um de nós.
Pode ser que diante disso você se decida sinceramente a dar um sentido mais profundo à sua vida. Então comece agora a fazer a vontade de Deus, pois, se pensarmos bem: o passado já não existe e não podemos voltar a tê-lo. Só nos resta colocá-lo na misericórdia de Deus. O futuro ainda não chegou. Havemos de vivê-lo quando se tornar atual. E em nossas mãos só temos o momento presente. É nele que devemos optar por fazer a vontade de Deus. Como? Escutando aquela suave voz que nos fala ao coração... Lembrando que Deus não nos pede algo irrealizável. Estaremos juntos!

11/01/2009

BATISMO DE JESUS MC 1,7-11

João Batista não negava que em sua vida havia poder do Alto para operar a obra que já havia sido designada por Deus a ele desde a época dos profetas. Esse poder consistia na pregação do Reino e na remissão dos pecados pelo arrependimento, externado no rito do batismo nas águas.Hoje nossa cultura religiosa limita o poder do Alto essencialmente a manifestação de milagres de cura e operações sobrenaturais, pelo simples fato de que estes sinais aconteciam no ministério de Jesus. Mas releva-se que o contexto onde estes eventos sobrenaturais aconteciam, eram no fundo para servirem de confronto com a mentalidade religiosa e estas operações sempre serviram para que a consciência dos participantes e espectadores se convertesse de sua acomodação e limitação espiritual.Reitero que creio em milagres e operações sobrenaturais, no entanto, não firmo minha fé exclusivamente nessas ocorrências. Deus pode não achar bom curar determinadas pessoas, por motivos que competem exclusivamente a Ele decidir não curar ou fizer o milagre que acho necessário que aconteça. Mesmo diante desse contexto, Ele não deixará de ser Deus. Mas se firmar minha fé somente no que vejo de extraordinário, caso um não-milagre aconteça, minha fé corre o sério risco de revelar-se superficial e inoperante para trazer paz a minha vida em momentos de aflição.O ato de retirar as sandálias era uma função dos escravos da casa de um nobre, para após isso lavar os pés e ungi-los com óleo para que se re-hidratassem da caminhada no clima árido do deserto. Portanto era uma posição de máxima subserviência ao amo. Observe-se que desamarrar era o mais simples ato deste costume comum á época, que implicava em curvar-se para tanto, um sinal que no contexto espiritual significa reverenciar a Deus.Por saber que o seu poder vem de Deus, João Batista submete-se a autoridade d´Ele pois sabia que ele somente prenunciava O mais poderoso que ele haveria de vir, colocando-se numa posição de máxima subserviência, como os escravos que lavavam e hidratavam os pés do amo e seus convidados.Mesmo com esse poder, João Batista sabia que por mais que o batismo nas águas significasse que o interior do ser havia se conscientizado do pecado e do amor de Deus em implantar seu Reino entre os arrependidos, esse batismo não era suficiente para fazer o homem a mudar seu instinto natural ao pecado, necessitando da intervenção divina na vida do ser, o que só se realizaria com o batismo com o Espírito Santo que só Jesus pode promover.Para que essa possibilidade se tornasse realidade, Jesus cumpriu o rito do batismo do arrependimento, mesmo sendo Ele um Rabi, que quer dizer Mestre. Esse batismo do arrependimento de Jesus foi também Seu batismo com e no Espírito Santo, uma vez que o Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Ele. E uma voz se fez ouvir: Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria.Pensemos: se Jesus sendo um dos mestres judaicos, em se “arrependendo” e do ponto-de-vista demonstrado na bíblia de que Cristo padeceu na carne do todo tipo de tentação e inclinação carnal, portanto passível de arrependimento também como homem, abriu a possibilidade para que Deus desse de Seu Espírito para Ele, então essa possibilidade também está aberta a todos que assim o desejem!Esse objetivo divino -fazer com que Seu Espírito faça habitação em todos os que se arrependem- é cumprido em Cristo em seu batismo no Rio Jordão. E o júbilo do Senhor em ver esse objetivo cumprido em Jesus é traduzido por seu inesperado rompante declarando Sua alegria em ver seu filho amado cumprindo Sua vontade. O Espírito Santo é Deus nos guiando em toda a verdade, fazendo florescer os dons –em especial o do amor- e dando-nos a capacitação para mudarmos nossa mentalidade corrompida, frutificando em obras e vida plena.Como vives o teu batismo? Quero recordar-te que o nosso batismo é um compromisso de seguimento de Jesus, na transformação deste mundo pelo amor de Deus, incutido em nosso coração por Jesus hoje batizado no Jordão por João Batista.

10/01/2009

Deixe o pecado e a vida velha

“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas” (Colossenses 2, 13). Mais uma vez Jesus está nos chamando à vida, porque nos perdoou de todos os pecados. Se você cometeu pecados, não se confessou e não se arrependeu, então a quem está servindo? Preste atenção, pois o outro nome do inimigo é "acusador" e ele quer nos acusar. Ele prepara um documento de condenação para cada um de nós. Mas, Jesus vem ao nosso encontro e pede que voltemos à vida em comunhão com Ele. Meu irmão, é para isso que precisamos viver: para Cristo Jesus e só a Ele servir. Deus aboliu definitivamente o pecado ao permitir que Cristo fosse crucificado. Deixe o pecado e a vida velha! O Senhor fez tudo isso por você, então, não caminhe pelo caminho do mal. Nós precisamos colocar toda a nossa força para lutar e vencer o pecado. O Senhor é invencível e o inimigo já sabe que vai ser vencido. O vencedor é Jesus! A quem você quer servir? Ao vencedor ou ao vencido? Sirva só ao Senhor e nunca mais àquele que é o seu inimigo. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” ( Colossenses 3, 1ss). A vida eterna está escondida dentro de nós! Busquemos as coisas do alto! “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria” (Colossenses 3,5). Nós não somos do mundo, mas sim, de Nosso Senhor Jesus Cristo.Nós nos despimos do "homem velho" e nos revestimos do "homem novo", para que sejamos restaurados constantemente à imagem d’Aquele que nos criou até atingirmos o perfeito conhecimento.

A crise esta aí; Deus também está




Deus é maior do que todas as crises mundiais e financeiras



Hoje, Deus quer falar sobre a necessidade de você ser um homem e uma mulher incendiados no fogo do Espírito Santo. Ouvimos em todas as mídias seculares (Rádio, TV e Internet) que 2009 será um ano de crise, um ano difícil. As projeções são de crise financeira, que vai desencadear crises familiares, pois, sem dinheiro para comprar as coisas necessárias para a casa, marido e mulher entram em pé de guerra.


Humanamente falando, ficamos preocupados com o futuro do mundo e das nossas vidas. Mas nós cristãos não podemos nos deixar levar por essa onda de incertezas e de medo. Eu digo para você, em nome de Jesus, que 2009 será uma bênção para aqueles que confiam no Senhor!


Precisamos nos colocar na fé. Se todo mundo disser que o ano será difícil, você diz o contrário. Mergulhe na bênção. Temos de confiar que 2009 não será um inferno econômico, mas uma bênção para os filhos de Deus.


Na Bíblia, existem cerca de 30 mil promessas de Deus, promessas de prosperidade, felicidade e alegria. Nenhuma crise vai tirar de nós essas promessas do Senhor. No entanto, elas só são cumpridas no coração daqueles que crêem. Agarre-as!


O Espírito Santo precisa estar com você o tempo todo, porque é Ele quem vai manter reavivada a sua fé. Ou você crê ou você não crê. Tome posse dessa verdade: 2009 será um ano de graça. Não caia na incredulidade.


Você precisa ser realista; não alienado. Precisamos crer no invisível, não no visível. Deus é maior do que todas as crises mundiais e financeiras. Deus não vai abandonar você. Precisamos nos organizar para receber a bênção.


No Evangelho de São Mateus 15, 29-39, encontramos:


“Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali. Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou, de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel. Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho. Disseram-lhe os discípulos: De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão? Pergunta-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Sete, e alguns peixinhos, responderam eles. Mandou, então, a multidão assentar-se no chão, tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão. Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos. Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Jesus então despediu o povo, subiu para a barca e retornou à região de Magadã”.


Essa passagem fala sobre a segunda multiplicação dos pães. Quanto mais a crise apertar, mais Jesus vai se manifestar. Ele quer realizar prodígios, milagres e sinais. Não tenha medo, Ele vai cuidar de você. Ele proverá o necessário para você e sua família. "Deus provê, Deus proverá, sua misericórdia não faltará".


É preciso organizar-se para que a bênção chegue até você. Semeie fé e colha fé em 2009. Não podemos ficar dispersos como as outras pessoas, não podemos nos desesperar com essa crise financeira mundial. Não faltará nada para você e, se faltar, peça a Deus a graça da fé para enxergar o motivo dessa falta. Às vezes, ela pode ser para o nosso amadurecimento no amor do Senhor e na esperança.


Humanamente falando, passaremos por um "vale escuro", então, precisamos andar com os olhos da nossa fé. Precisamos mostrar para o mundo que confiamos em Deus, por isso, não tememos nada. Não se desespere, o Senhor está criando novos céus e nova terra. Mesmo que você esteja no "vale escuro", agarre as promessas de Deus para você.


O seu Ano Novo será diferente se você deixar o Senhor ser o centro da sua casa.

04/01/2009








Confraternização






Ops, depois do nosso encontro teve amigo chocolate.. hum... para começar a ano 2009 muito doce..

Muito fogo!! fogo do espirito santo!!

Primeiro encontro 2009!! Incediaram de fogo do espirito santo ... O bençam!!


SALMO 22 1-3


"O SENHOR É MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ
EM VERDES PRADOS ELE ME FAZ REPOUSAR
CONDUZ-SE JUNTO AS AGUAS REFRESCANTES
RESTAURA AS FORÇAS DE MINHA ALMA
PELOS CAMINHOS RETOS ELE ME LEVA,
POR AMOR DO SEU NOME.
"


CANTICOS DOS CANTICOS 6.10


Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército com bandeiras?


ATOS DOS APOSTOLOS 2.1-4



E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem









FONTE: grupo dia 03/01/2009

Retropesctiva 2008










ESPERAMOS ENCONTRAR VCS.. NESTE 2009! JUNTOS...

DEUS ABENCOE A CADA QUE ESTEVE CONOSCO EM 2008 E ESTARÃO CONOSCO EM 2009!!
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