27/04/2008

Juventude: Liberdade e Responsabilidade


Qual é a melhor fase da vida? Não há quem nunca tenha feito essa pergunta. A verdade é que a vida, independentemente da fase em que se está, sempre foi e sempre será um dom precioso que recebemos de Quem nos ama profundamente, ou seja, de Deus Amor. É a força do amor de Deus que gera e mantém a vida em nós. Por isso, a vida é uma graça, um dom, um presente!


Todas as fases da vida são importantes. Porém, é muito oportuno refletirmos sobre a juventude, sobretudo no que diz respeito à liberdade e à responsabilidade. De modo particular neste ano, em que os jovens são chamados a uma atitude responsável na histórica decisão sobre o rumo do nosso País, através das eleições diretas para Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. O jovem, já desde os 16 anos de idade pode e precisa ser um protagonista da mudança e da renovação dos ares e dos rumos da política brasileira.

Ninguém pode ficar alheio a este momento. O jovem, com o seu dinamismo e a sua criatividade pode ajudar o Brasil a escrever uma nova página da sua história. A juventude é capaz de ter um olhar geral do contexto em que nós vivemos. E é neste sentido que tanto a liberdade, como a responsabilidade emergem e passam a ser imprescindíveis para a maturidade de nossos jovens.


A vida, a fé e a liberdade são presentes de Deus para a humanidade. Ser livre não é fazer de tudo, nem é não fazer nada. A liberdade pode ser estéril ou fecunda. Ela é estéril, quando não sabemos como vivenciá-la. E a liberdade se torna uma força fecunda quando o jovem assume, com responsabilidade, os seus deveres e tem consciência de seus direitos. Ela é criativa quando a juventude sonha, planeja e tem um projeto de vida para tornar os sonhos uma realidade.


A Igreja precisa do jovem. O mundo precisa do jovem. O jovem não é somente a esperança do futuro. Mas, é sim a esperança deste presente que estamos vivendo. A Igreja abre as portas para a juventude e espera contar com o seu entusiasmo e a sua alegria para contagiar o mundo e irradiar a esperança que vem de Cristo. Quanto mais consciência a juventude tiver de sua liberdade plena e verdadeira, mais a juventude conseguirá assumir a sua responsabilidade, colaborando assim para que tenhamos homens novos para um mundo novo!

( fonte: Padre Silvio Andrei)

O que é CNBB?

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB
O QUE É?
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que congrega os Bispos da Igreja católica no País.

MISSÃO
Fomentar a comunhão entre os Bispos e, no diálogo, aprofundar o afeto colegial garantindo maior unidade no processo de evangelização, conforme os desafios do momento presente. Para isso, conta com a ajuda de assessores e peritos.

RELACIONAMENTO
a) Eclesial - A CNBB está em permanente contato com a Sé Apostólica (Roma); com outros Organismos eclesiais internacionais; e Conferências Nacionais, especialmente com as latino-americanas; favorece a articulação entre as diversas dioceses no Brasil; orienta e acompanha os diversos organismos eclesiais, as pastorais e outras organizações da Igreja; promove o diálogo ecumênico e inter-religioso.
b) Sociedade Civil - Dialoga e colabora com diversas organizações sociais, autoridades constituídas e com o mundo da cultura.

COMPONENTES Todos os Bispos católicos residentes no País, respeitadas suas competências e jurisdições.

ÓRGÃOS CONSTITUTIVOS
Assembléia Geral (AG);
Conselho Permanente (CP) ;
Presidência;
Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP);
Secretariado Geral;
Conselhos Episcopais Regionais (CONSERs);
Comissões Episcopais Estáveis;
Conselho Econômico; Conselho Fiscal.

CIRCUNSCRIÇÕES ECLESIÁSTICAS

Em janeiro de 2006, as circunscrições são 269:
Arquidioceses - 41
Dioceses - 208
Prelazias; - 13
Eparquias - 3
Exarcado - 1
Ordinariado para fiéis de Rito Oriental sem Ordinário próprio-1
Ordinariado Militar-1
Administração Apostólica Pessoal - 1.
São 301 os Bispos atuantes e 134 eméritos, perfazendo um total de 435.

HISTÓRICO
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi fundada no Palácio São Joaquim, no Rio de Janeiro, no dia 14 de outubro de 1952. A 1ª Assembléia Geral foi realizada em agosto de 1953, em Belém (PA). Após a instalação, o 1º Secretário Geral, Dom Helder Câmara, escrevia a todos os Bispos: “Cessou para a Igreja no Brasil a fase de esforços, heróicos talvez, mas dispersos, descontínuos, sem planejamento. Não é preciso ser profeta para prever que, em breve, a Igreja entre nós estará em condições de trazer ajuda substancial ao exame dos mais agudos problemas da nacionalidade”. Em 2005 já foi realizada a 43ª Assembléia Geral Anual.

DINÂMICA PARA A EVANGELIZAÇÃO
Em 1963, a CNBB elaborou o primeiro Plano de Pastoral, chamado “Plano de emergência para a Igreja do Brasil”. Atualmente, a cada quatro anos, elabora as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora”. Para operacionalizar o planejamento, surgiram a Campanha da Fraternidade; a Campanha para a Evangelização; os Projetos Nacionais de Evangelização e as diversas celebrações dos meses temáticos (Mês da Bíblia, Vocações, Missões, etc.)

MANUTENÇÃO A CNBB
Mantém-se basicamente com a “Coleta para a Evangelização”, que acontece no período do advento. Conta ainda com arrecadações provenientes de publicações, de direitos autorais e outras doações, também provindas do exterior.

COMISSÕES EPISCOPAIS
a) Comissões Episcopais Pastorais Estáveis
Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;
Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato;
Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial;
Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé;
Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética;
Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia;
Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso;
Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz;
Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação e Comunicação Social;
Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família.
b) Outras Comissões Episcopais
Comissão Episcopal para o Mutirão de Superação da Miséria e da Fome;
Comissão Episcopal para a Amazônia;
Comissão Episcopal da Campanha para a Evangelização;
Comissão Nacional para o Santuário de Nossa Senhora Aparecida;
Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos;
Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância.


(fonte: www.cnbb.org.br)

Mensagem as jovens e aos jovens do Brasil da CNBB

Nós, bispos, reunidos por ocasião da 44ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), enviamos um cordial abraço a todos vocês, jovens. O tema central de nossa Assembléia, "Evangelização da Juventude", quer ser mais um gesto de atenção amiga e de compromisso efetivo com todos vocês.

O encontro com Jesus Cristo, amigo fiel e companheiro de jornada, faz experimentar a beleza e a alegria da fé. Ele chama cada um de nós e quer uma resposta generosa. Crer em Jesus é aceitar sua Palavra e vivê-la no dia-a-dia. Jovem que se deixa cativar pelo Senhor descobre a verdadeira felicidade de sua vida e, por isso dá testemunho da sua fé e esperança e contagiar outros jovens na luta por um mundo justo, fraterno e solidário, do jeito que Deus quer para seus filhos e suas filhas. O amor apaixonado pelo Senhor e por seu Reino empolga e faz vocês consagrarem a vida à causa do Evangelho, até alcançarmos juntos a meta: que "toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai" (Fl 2,11).

Vocês estão no coração da Igreja, dando-lhe um rosto jovial. Sua presença, seu jeito, seu dinamismo missionário muito contribuem para uma Igreja mais dinâmica e profética. Em Puebla, ela fez a "opção pelos jovens". A CNBB incentiva fortemente a evangelização da juventude. Na 44ª Assembléia damos um passo no processo de elaboração de um projeto de evangelização mais abrangente. Vocês são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, protagonistas da defesa da vida, desde a sua concepção até o seu término natural, e da construção de uma sociedade de paz, fruto da justiça e do amor.

O testemunho, a mensagem e o carinho do papa Bento XVI e de seu antecessor João Paulo II por vocês e a realização das Jornadas Mundiais da Juventude nos incentivam a um cuidado ainda maior pela juventude.

Convocamos toda a Igreja no Brasil a renovar sua opção pelos jovens, e a dar o melhor de si no empenho pela sua evangelização, através da escuta, compreensão, amizade e da orientação. Pelo Projeto de Evangelização "Queremos Ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida", vamos, juntos, promover a dignidade da pessoa humana, formar comunidades vivas e colaborar na construção de uma sociedade solidária.

Sentimo-nos alegres por encontrá-los nas missas dominicais, nas demais celebrações litúrgicas, especialmente no sacramento da crisma, nos serviços eclesiais, na catequese, nos grupos de jovens, nos movimentos eclesiais, nas associações laicais, nas pastorais da juventude, nos seminários diocesanos e nas casas de formação de religiosos e de religiosas, nas escolas e nas universidades, no trabalho e no lazer. Estamos conscientes de que precisamos aprimorar ainda mais estes encontros para que se tornem oportunidade de evangelização. Contamos com vocês para continuarmos indo ao encontro dos que estão afastados da Igreja.

Queremos estar ao lado de vocês na família, que é Igreja doméstica e comunidade de vida e de amor, como também na busca do sentido da vida, da liberdade, da felicidade, do verdadeiro amor, do afeto e da ternura, valores fundamentais que precisam ser cultivados. A solidão, o vazio, a exclusão social, o subemprego e o desemprego podem levar à alienação, à violência, às drogas, à decepção com os adultos e à baixa auto-estima. Muitos jovens são vítimas da sociedade consumista. Outros, forçados a sair da própria terra, aumentam o êxodo rural, o inchaço das periferias, a prostituição, a delinqüência, enfim, a superlotação das prisões. Esta situação é desumana, fruto do pecado, e precisa ser mudada.

Apelamos aos padres, aos pais, aos religiosos, às religiosas, e às lideranças leigas de nossas comunidades para que colaborem com vocês na participação da vida da Igreja e nos diversos setores da sociedade. A Igreja lhes oferece formação e acompanhamento para que tenham uma visão crítica da realidade e não se tornem “massa de manobra” de ninguém. A experiência tem demonstrado que o jovem deve ser o primeiro apóstolo dos jovens. Convocamos a todos para um grande mutirão evangelizador em nossa terra através das missões jovens.

As Escolas de Fé e Política, os grupos de reflexão, as comunidades eclesiais de base, as pastorais, os movimentos sociais e os diversos movimentos eclesiais, inspirados na Doutrina Social da Igreja, são meios concretos de que dispomos para a formação e atuação dos católicos e, de modo especial, dos jovens, nas instâncias políticas, sociais, econômicas e culturais. Neste ano eleitoral, temos um grande espaço para participar e contribuir na reconstrução ética, política e econômica do Brasil pelo voto consciente, instrumento do exercício da cidadania e confirmação da democracia.

Jovens, nós os convocamos, em nome de Jesus Cristo, a transformar o mundo e a não ter medo de dar sua resposta à vocação batismal, ao matrimônio, ao sacerdócio, à vida consagrada, religiosa e secular, especialmente ao desafio missionário, sendo fermento, sal e luz na família, na Igreja e na sociedade.

Convidamos toda juventude a colocar seus talentos e sua criatividade a serviço de Jesus Cristo e de sua Igreja. Confiamos em vocês para que, juntos, encontremos novos caminhos para o anúncio de Jesus Cristo e para a revitalização de nossa ação evangelizadora. Contamos com a solidariedade de todos. Assim, caminharemos juntos com coragem e esperança.

Agradecemos o amor que demonstram à Igreja através de seu testemunho de vida, doação e alegria. Que todos participem da preparação da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, em Aparecida. Recomendamos o Dia Nacional da Juventude (DNJ) e as Jornadas Mundiais, celebrada no Domingo de Ramos, como oportunidade para que vocês façam ouvir sua voz. Colocamos em suas mãos o Documento "Evangelização da Juventude" para que vocês o acolham, conheçam e aperfeiçoem.

Pedimos a Maria, a jovem de Nazaré, Mãe de Jesus e nossa, às santas e santos jovens, a intercessão por vocês e por todos quantos se dedicam, incansável e generosamente, à juventude no Brasil.



fonte: (http://www.cancaonova.com/eventos)

22/04/2008

A identidade do filho de Deus (Muitas vezes, não temos a coragem de assumir a nossa identidade)


Deus sempre renova a nossa experiência com Ele, fazendo o “novo” acontecer, fazendo florescer um tempo de graça na nossa história e no nosso dia-a-dia!


Caminho sempre numa Palavra da Bíblia: “Quem está em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho, tudo se fez novo” (2 Cor 5, 17). Em Deus não há monotonia, n’Ele nada se repete, tudo se renova, – e quando estamos em Cristo – essa renovação acontece com uma força e um poder transformadores.

Jesus assume, com todo o coração e alma, a missão d’Ele, sem medo de se expor e sem medo de morrer pelo que veio anunciar. E sempre assumiu a identidade d’Ele: Filho de Deus! Foi rejeitado pelos da Sua raça, da Sua estirpe, o povo a quem Ele foi enviado; foi perseguido, ameaçado. Porém, não desistiu, foi até o fim, sendo condenado à morte, sendo flagelado, derramando o sangue pelos nossos pecados; não desistiu, morreu e foi justificado pela Ressurreição. Sempre assumindo a identidade d’Ele.


Muitas vezes, não temos a coragem de assumir a nossa identidade, de forma que nem sempre damos testemunho dela [identidade], pois queremos ser iguais a todo mundo. No entanto, nós nos esquecemos de que Aquele – a quem temos de imitar – não se fez igual aos demais; pelo contrário, viveu de maneira diferente, fez a diferença e incomodou. Hoje é o dia de nos perguntarmos: eu tenho incomodado com a minha vivência do Cristianismo? Eu tenho sido autêntico? Tenho dado testemunho da minha fé?


A vivência da Sua identidade levou Jesus à cruz. Talvez também tenhamos de passar pela cruz por fazermos a opção radical por Deus. Mas preciso dizer sem medo: isso é o que Deus quer de nós, que sejamos autênticos, diferentes, separados, santos! E preciso ainda dizer: as pessoas com quem convivemos esperam também que sejamos diferentes e que tenhamos posições diferentes no dia-a-dia, e São Paulo revela que até mesmo toda a criação espera que nos manifestemos: “De fato, toda a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8, 19).


Você já reparou na sua identidade? No que ela contém? Ela traz o seu nome completo, a sua filiação (nome do pai e da mãe), a data do seu nascimento, o número do registro de seu nascimento, a cidade onde você nasceu, a data da expedição da carteira, a sua foto, sua digital e o número do registro geral e sua assinatura. E como será a nossa identidade de cristãos?


No céu o seu nome está completo também, assim como o nome daqueles que lhe deram a vida aqui na terra estão registrados lá. No entanto, a filiação evidenciada no céu é a de que você é filho de Deus; há a data do seu nascimento, e no lugar da data da expedição da carteira há a data do seu batismo, pois por meio deste sacramento você adquiriu a identidade de filho de Deus. O céu o conhece muito bem, por isso, não precisa de foto nem de assinatura, pois a “assinatura” são as opções que você faz. O Sangue de Jesus lhe dá a garantia do seu nome registrado no céu.


O desafio é demonstrarmos aqui nesta terra a nossa identidade de filhos de Deus, de cidadãos do céu, pois no lugar da cidade onde nós nascemos, está escrito que você e eu somos cidadãos do céu. Mostre para todos a sua identidade. Eis o desafio de hoje: seguir os passos de Jesus e não negar a identidade de cristão, de filho de Deus. Isso implica testemunho de vida e luta constante pela santidade.




( fonte - site canção nova: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas)

09/04/2008

A mulher de um fluxo de sangue - (Marc- 5,25-24)

E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,
26 E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;
27 Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.
28 Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.
29 E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.
30 E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?
31 E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?
32 E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.
33 Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.


Grupo de Oração dia 05/04/2008

08/04/2008

Sobre o nosso papa Bento !



Infância e juventude

Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, na Alemanha, filho de um comissário de polícia do Reich. Seu pai era um inimigo amargo do Nazismo, crendo que este conflitava com a fé Católica. Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de 14 anos de idade com Síndrome de Down, foi morto pelo regime Nazi em sua campanha eugênica.[5] Em 1937 seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein.


Casa onde Joseph Ratzinger nasceu em 1927, Marktl am Inn no sudeste da Bavária: Mauthaus.Quando fez catorze anos (1941), Joseph teve de aderir à Juventude Hitlerista[6] e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta.[carece de fontes?] A pertença à juventude hitlerista para crianças alemãs foi oficialmente obrigatória desde 1938 até o fim do terceiro Reich em 1945. Ele recebeu gratuidade escolar por pertencer a esse grupo, mesmo não participando de seus encontros, graças à amizade com um professor de história filiado ao partido Nacional Socialista, que lhe leccionou no seminário. Os funcionários da igreja da Polônia levaram-lhe melancias por gratidão. O jovem não soube o que fazer com tanta fruta, tendo-a doado a pessoas necessitadas que precisavam de comida.


Vida religiosa e acadêmica

Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber, Arcebispo de Munique.


Ratzinger cardealA partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising lecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese "Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho". Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência apresentando para isto dissertação com título de "A teologia da história em São Boaventura"

Lecionou ainda em Bonn (1959 - 1963); em Münster (1963 - 1966) e em Tubinga (1966 - 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.

No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) do Cardeal Joseph Frings de Colónia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez do latim.


O cardeal Ratzinger numa celebraçãoRecebeu o título de doutor honoris causa das seguintes instituições: College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; Universidade Católica de Lima, em 1986; Universidade Católica de Lublin, em 1988; Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999 e da Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polônia) no ano 2000 e era ainda Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências


Ascensão a bispo e cardeal

Ratzinger foi nomeado em 25 de março de 1977, pelo Paulo VI, Arcebispo de Munique e Freising e criado Cardeal no consistório de 27 de junho de 1977 com o título presbiteral de "Santa Maria da Consolação no Tiburtino".

Em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado bispo-cardeal da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia.

Ratzinger foi durante o período de João Paulo II como Papa um dos influentes integrantes da Cúria Romana. Durante vinte e três anos (no período do Papa João Paulo II), foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, (forma como o Tribunal da Santa Inquisição passou a ser chamado a partir de 1908).

Era um velho amigo de João Paulo II e compartilhava das posições ortodoxas do Papa. A sua posição como prefeito da Congregação da Doutrina da Fé o colocava como um dos mais importantes defensores da ortodoxia católica. O ex-frade Leonardo Boff, brasileiro, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985 devido às suas posições políticas marxistas

Ratzinger torna-se Bento XVI

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimônia na Basílica de São Pedro em Roma.


O nome "Bento"

A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo. Além disso, Bento XVI sempre foi muito ligado espiritualmente ao mosteiro da beneditino de Schotten, perto de Ratisbona, na Baviera.


No Brasil, na celebração em Aparecida do Norte, 2007Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionaram a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa, o que o próprio papa confirmou após a publicação das explicações sobre seu brasão. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa. A escolha do nome deste Santo representaria, portanto, que uma das prioridades do papado de Bento XVI será a "recristianização da Europa".




Fonte: Site: Wikipédia- A enciclopédia livre

Discurso do papa Bento ao jovem quando veio ao Brasil


Queridos jovens! Queridos amigos e amigas!



"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres [...] Depois, vem e segue-me" (Mt.19,21).


Desejei ardentemente encontrar-me convosco nesta minha primeira viagem à América Latina. Vim para abrir a V Conferência do Episcopado Latino-americano que, por meu desejo, vai realizar-se em Aparecida, aqui no Brasil, no Santuário de Nossa Senhora. Ela nos coloca aos pés de Jesus para aprendermos suas lições sobre o Reino e impulsionar-nos a ser seus missionários, para que os povos deste “Continente da Esperança” tenham, n’Ele, vida plena.

Os vossos Bispos do Brasil, na sua Assembléia Geral do ano passado, refletiram sobre o tema da evangelização da juventude e colocaram em vossas mãos um documento. Pediram que fosse acolhido e aperfeiçoado por vós durante todo o ano. Nesta última Assembléia retomaram o assunto, enriquecido com vossa colaboração, e desejam que as reflexões feitas e as orientações propostas sirvam como incentivo e farol para vossa caminhada. As palavras do Arcebispo de São Paulo e do encarregado da Pastoral da Juventude, as quais agradeço, bem atestam o espírito que move a todos vocês.

Ontem pela tarde, ao sobrevoar o território brasileiro, pensava já neste nosso encontro no Estádio do Pacaembu, com o desejo de dar um grande abraço bem brasileiro a todos vós, e manifestar os sentimentos que levo no íntimo do coração e que, bem a propósito, o Evangelho de hoje nos quis indicar.

Sempre experimentei uma alegria muito especial nestes encontros. Lembro-me particularmente da Vigésima Jornada Mundial da Juventude, que tive a ocasião de presidir há dois anos atrás na Alemanha. Alguns dos que estão aqui também lá estiveram! É uma lembrança comovedora, pelos abundantes frutos da graça enviados pelo Senhor. E não resta a menor dúvida que o primeiro fruto, dentre muitos, que pude constatar foi o da fraternidade exemplar havida entre todos, como demonstração evidente da perene vitalidade da Igreja por todo o mundo.

Pois bem, caros amigos, estou certo de que hoje se renovam as mesmas impressões daquele meu encontro na Alemanha. Em 1991, o Servo de Deus o Papa João Paulo II, de venerada memória, dizia, na sua passagem pelo Mato Grosso, que os “jovens são os primeiros protagonistas do terceiro milênio [...] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade” (Discurso 16/10/1991). Hoje, sinto-me movido a fazer-lhes idêntica observação.

O Senhor aprecia, sem dúvida, vossa vivência cristã nas numerosas comunidades paroquiais e nas pequenas comunidades eclesiais, nas Universidades, Colégios e Escolas e, especialmente, nas ruas e nos ambientes de trabalho das cidades e dos campos. Trata-se, porém, de ir adiante. Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caiba sempre mais amor, mais bondade, mais compreensão pelos nossos semelhantes e pelos problemas que envolvem não só a convivência humana, mas também a efetiva preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte. “Nossos bosques têm mais vida”: não deixeis que se apague esta chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em vossos lábios.

A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando.

Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.

Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida.

A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

Logo entendemos, na formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende.

Em outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ela está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão.

A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, ao contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e conseqüentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?

Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude.

Antes, porém, de dar sua resposta, Jesus questiona a pergunta do jovem num aspecto muito importante: por que me chamas de bom? Nesta pergunta se encontra a chave da resposta. Aquele jovem percebeu que Jesus é bom e que é mestre. Um mestre que não engana. Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo.

Jesus nos garante que só Deus é bom. Estar aberto à bondade significa acolher Deus. Assim Ele nos convida a ver Deus em todas as coisas e em todos os acontecimentos, mesmo lá onde a maioria só vê a ausência de Deus. Vendo a beleza das criaturas e constatando a bondade presente em todas elas, é impossível não crer em Deus e não fazer uma experiência de sua presença salvífica e consoladora. Se nós conseguíssemos ver todo o bem que existe no mundo e, ainda mais, experimentar o bem que provém do próprio Deus, não cessaríamos jamais de nos aproximar dele, de O louvar e Lhe agradecer. Ele continuamente nos enche de alegria e de bens. Sua alegria é nossa força.

Mas nós não conhecemos senão de forma parcial. Para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela catequese. Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos.

Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus.

Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real.

Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos.

Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus. E vós, jovens do Brasil e da América Latina? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade?

Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Muitas vezes sentimos trepidar nossos corações de pastores, constatando a situação de nosso tempo. Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registramos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida.

Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus.

Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher despreparados para os desafios reais de uma correta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais atuantes em todos os níveis.

Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.

Definitivamente, existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivo de exclusão, mas de recíproco enriquecimento.

Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade.

Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse-á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo.

Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um. “Por amor do reino dos céus” (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, “exímio dom da graça”, como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr. Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens. Por isso, abençôo e invoco a proteção divina a todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. “A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si” (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5). Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.

O Evangelho nos assegura que aquele jovem, que veio correndo ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus lhe deu tal valor que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra.

Mas o Evangelho nos refere que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio nos faz refletir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza.

Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?

Em outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta.

Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4).

Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.




Fonte: Site:http://g1.globo.com/Noticias

"Acredito que mas forte que a duvida, é a sabedoria, mas potente que o erro é o aprendizado, que a piedade sempre triunfa sobre a fraqueza, que a unica cura para o medo é a fé, que mas poderoso que um problema, é Deus.
Não deixes que o mundo desvie suas escolhas e abale sua confiança.
Só é cego quando não ser quer enxergar. Deus nos concede Graças a todo instante, nos acolhe a cada dia e nos fortalece por toda a vida.
Quem acredita no poder e no amor do Pai, tem dentro de si o merecimento de qualquer milagre.



fonte: cd momento de fé para uma vida melhor - Padre Marcelo Rossi

Esperança dos filhos Deus- (Rom 8, 18-27)

18 Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
19 Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
20 Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
21 Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22 Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
23 E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
24 Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?
25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
27 E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.



Grupo de Oração : Chama Jovem dia 29/04/2008

Para pensar!!


"Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração."


Em cima deste versículo fazemos a seguinte pergunta : Será que julgamos as pessoas pela aparencia?

Unção de Davi. (Sam 16 ,1-13)

1 ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.
2 Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR.
3 E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.
4 Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR, e veio a Belém; então os anciãos da cidade saíram ao encontro, tremendo, e disseram: De paz é a tua vinda?
5 E disse ele: É de paz, vim sacrificar ao SENHOR; santificai-vos, e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos, e os convidou ao sacrifício.
6 E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido.
7 Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.
8 Então chamou Jessé a Abinadabe, e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.
9 Então Jessé fez passar a Sama; porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.
10 Assim fez passar Jessé a seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido a estes.
11 Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui.
12 Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.
13 Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.
14 E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR.
15 Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora o espírito mau da parte de Deus te atormenta;
16 Diga, pois, nosso senhor a seus servos, que estão na tua presença, que busquem um homem que saiba tocar harpa, e será que, quando o espírito mau da parte de Deus vier sobre ti, então ele tocará com a sua mão, e te acharás melhor.
17 Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo.
18 Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o SENHOR é com ele.
19 E Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas.
20 Então tomou Jessé um jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e enviou-os a Saul pela mão de Davi, seu filho.
21 Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas.
22 Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar a Davi perante mim, pois achou graça em meus olhos.
23 E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele


Grupo de Oração : Chama Jovem dia 15/04/2008

summer beats




galera "chama jovem " reunida , no summer beats

summer beats




O primeiro milagre de Jesus aconteceu numa festa, ou seja, é real a
presença de Deus na folia santa e suas intervenções milagrosas na
vida daqueles que na pureza se alegram

summer beats



O evento Summer Beats reafirma a vontade de Deus em ver seu povo
festejando em meio a louvores.Unir diversão e louvor e uma decisão que
resulta certamente em curas e libertações ilimitadas, além de proporcionar
ambiente, companhia e ideais sadios

summer beats


Reunir jovens de todos os lugares para louvarem a Deus e se divertirem ao mesmo tempo

Summer Beats


O evento mais radical do verão.Principais tendências artísticas cristãs, estarão reunidas no Parque de diversões Playcenter, em São Paulo em mais de 10 horas de música sem parar e diversão.

Irmãs Carmelitas do Espirito Santo


Somos Irmãs e Irmãos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, um Instituto de Direito Diocesano. Nossa mãe e fundadora é a Madre Maria José do Espírito Santo.

Nossa casa geral e principais casas de formação ficam na Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, que tem como bispo D. Fernando Antônio Figueiredo, ofm. Nossa fundação é brasileira e conta hoje com 23 anos do ramo feminino, com um total de mais de 180 membros, e 3 anos de fundação do ramo masculino (para irmãos consagrados e sacerdotes) com um total de mais 40 membros em formação e com a graça de já termos dois sacerdotes em nosso Ramo Masculino.

Somos uma grande família! Temos também a nossa Fraternidade Secular, ramificação leiga de nosso Instituto, fundada há 7 anos e que vem crescendo cada vez mais.


Se você tiver mas curiosidade sobre as Irmãs Carmelitas tem o site la tem todas as informações e também para conhecer!
:


http://www.carmelitasmensageiras.com.br/

Um pouco sobre as Irmãs Carmelitas do Espirito Santo- Sua Fundadora


Foi no dia 30 de julho de 1984, na pequena cidade de Nova Almeida, município de Serra - ES, em uma casa cedida por D. Silvestre Scandian, então arcebispo de Vitória, que nossa Madre, com a graça de Deus e o impulso do Espírito Santo, deu início à fundação do nosso Instituto.

D. Silvestre Scandian celebrou a missa no dia da fundação. Nessa missa esteve presente a Ir. Maria Henriqueta de Jesus Hóstia - que havia sido mestra de noviças de nossa Madre e priora num período após os anos de noviciado no Convento de Santa Teresa, e que fez questão de estar presente neste importante momento da vida de nossa Madre.

Após nove meses de fundação nossa Madre recebeu a jovem Fé Esperança Caridade Covre (esse é seu nome de batismo), primeira vocação e que, por desígnios do Senhor vinha da cidade natal de nossa Madre: São Domingos do Norte.

Durante o tempo em que estiveram em Nova Almeida, nossa Madre e as primeiras vocações que foram sendo recebidas exerciam, junto ao povo, trabalhos e serviços pastorais que se consistiam em pregações de retiros espirituais (com a assídua participação de jovens), grupos de oração, pastoral da saúde - no cuidado e auxílio aos doentes, catequese para primeira eucaristia e crisma. Vale lembrar que aquela comunidade onde as irmãs estavam inseridas não celebrava missas de primeira eucaristia havia 40 anos.

Em 1987, a comunidade nascente das Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo se transferiu para a capital do Espírito Santo - Vitória. Isso se fez necessário para que as jovens irmãs tivessem mais facilidade no acesso aos estudos e formação. Nessa época, o grupo das irmãs contava com 5 membros. Os trabalhos continuaram na mesma linha de evangelização e se intensificavam cada vez mais.

Mas para melhor desenvolvimento dos trabalhos pastorais e para um melhor aproveitamento e crescimento de nosso carisma próprio, em 1995, nossa Madre com o primeiro grupo de irmãs, se transferiu para a cidade de São Paulo, sendo paternalmente acolhidas por Dom Fernando Antônio Figueiredo na Diocese de Santo Amaro, onde até hoje estamos radicadas. Chegaram a São Paulo nove irmãs.

nosso ministério de musica também em oração

momento de oração

momento de oração

momento de louvor

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