03/08/2009

Basta que sejam jovens para que eu vos ame."

Esta era a palavra de Dom Bosco para os jovens da cidade de Turim, na Itália, numa época em que as indústrias começavam a pipocar e os jovens vinham desesperados, do interior, para conseguir algum trabalho. E brigavam, se batiam, se matavam por causa de alguns trocados, rolavam na lama. Dom Bosco, vendo a luta de cada um deles, começou a amá-los. Amor que mudou para sempre sua vida e o levou a ser um dos mais queridos santos pelos jovens. Portanto, os jovens não precisam fazer esforço para ser amados por Dom Bosco. Não precisavam bons, ser bonitos, "bastava que fossem jovens para que ele os amasse".


É difícil ser jovem. Para aquele que está buscando Deus, as dificuldades pertencem a uma batalha diária, que faz parte de uma guerra que levará toda a vida contra o pecado. Na guerra, algumas vezes é necessário avançar, outras recuar, fugir... Perder uma batalha dentro da guerra é normal; ganhar a maioria das batalhas significa vencer a guerra. Para vencer essa guerra é preciso ter as melhores estratégias e dar tudo no combate.


Tenho tido a oportunidade de visitar, com certa constância centros de recuperação para drogados, casa de portadores do HIV (Vírus da imunodeficiência humana) em fase terminal, cadeias públicas, presídios de segurança máxima, lares de menores abandonados e prostíbulos. Tenho visto a luta dos jovens. Foi assim que nasceu o PHN: de tanto ir a lugares, de estar em contato com os jovens verdadeiramente abatidos, mas lutando para retomar a vida. Fui convencido de que Deus para eles é como o ar para pássaros, ou a água para os peixes. (...)


Visitando esses lugares, encontrei crianças abandonadas que me abraçavam com uma força comovente (reflexos da ausência do pai em suas vidas, porque morreu de cirrose, ou por outros problemas). Em face dessa realidade, me veio a grande inspiração: "Por que não ensinar os jovens a dizer o PHN ( por hoje não vou mais pecar) antes de eles entrarem nessa situação?". Assim nasceu o PHN, neste contexto Deus me inspirou.


Não foi por acaso, não foi simplesmente subindo uma escada do palco do Rincão do meu Senhor e repentinamente: "Ah! Tive uma idéia". Não, os jovens estavam morrendo na minha frente. Aconteceu de eu avisar um jovem e ligar uma semana depois para receber notícias e ser informado: "Ele foi enterrado ontem".(...)


Você não pode apontar o dedo, e nem julgar as pessoas. Precisa se aproximar delas e viver bem o PHN, todos os dias, ser firme.

Devemos ser ombros. Senão, para quem as pessoas vão contar que foram estupradas, violentadas pela própria família? Que ficaram bêbadas, que se prostituíram porque precisavam de amor e a própria família as incentivou a tudo isso? Já ouvi isso olhando nos olhos, vendo as lágrimas rolarem. Nessa hora não da para condenar, só amar e acolher e ver como Deus nos espera após cada batalha da vida.


Esse é o campo que Deus apresenta a você, como apresentou a mim, para ir ao encontro dessas pessoas e ensina-las a viver, a amar e a conhecer o desafio do PHN.



FONTE: DUNGA

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